CARTA AOS PAROQUIANOS E INSTITUIÇÕES



CELEBRAÇÃO DO MÊS DE MAIO - 2019
NOITES MARIANAS COM NOVENA À SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA

São José de Mipibu, 24 de abril de 2019

Caros Paroquianos/as

Digníssimas Instituições 

            Paz e esperança!
            Feliz Páscoa!

            Venho manifestar nossa gratidão a todas as pastorais, movimentos, serviços, associações, ministérios de música, coral, funcionários, religiosas, diáconos e irmãos padres pela profunda Semana Santa que vivemos juntos. Deus seja louvado! O Cristo Vive, é o Vencedor.

            Escrevo para informar que este ano vamos dedicar as noites do mês de maio, com maior ênfase, à Santíssima Virgem Maria, Mãe de nosso Senhor Jesus Cristo. Aos domingos e em alguns dias especiais, como abertura, coroação, dia de Nossa Senhora de Fátima, celebraremos a Santa Eucaristia às 19h; nos demais dias fararemos a liturgia da Novena a Nossa Senhora com a Benção do Santíssimo Sacramento.
Durante muito tempo se costumava “celebrar a Páscoa” das pastorais e instituições, porém vemos que a dinâmica do tempo é outra. Nós católicos somos chamados a celebrar a Páscoa todos os domingos, especialmente no tempo pascal. E o que é celebrar a Páscoa? É participar com fé e piedade da Missa Dominical da Ressurreição do Senhor, especialmente fazendo a sua comunhão, após a confissão sacramental.
Por esse motivo, este ano convidamos as coordenações pastorais e as instituições a agendarem na secretaria da paróquia um dia da semana (sempre às 19h) para juntos adoramos a Jesus Eucarístico e homenagearmos a nossa Senhora. Portanto, não vamos marcar missas em outros horários. Contudo, se em razão de impossibilidade de vir a Matriz a noite, alguma escola solicitar algo diferente, estamos abertos a conduzir alguma momento de oração no estabelecimento, porém não a Santa Missa. Isto se deve aos fato que “mínguem deve ser obrigado a ir/vir à Missa” e a Eucaristia é tão preciosa que não pode ser celebrada se não há atenção e viva participação de todos os presentes.

            Sem mais para o momento, manifesto desejo de um tempo pascal pleno da alegria e da paz do Ressuscitado.

Atenciosamente,

Pe. José Lenilson de Morais
Pároco

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 53.º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS



Mensagem do Papa Francisco para o 53.º Dia Mundial das Comunicações Sociais

Das comunidades de redes sociais à comunidade humana: "Somos membros uns dos outros" (Ef 4, 25)

Queridos irmãos e irmãs!

Desde que se tornou possível dispor da internet, a Igreja tem sempre procurado que o seu uso sirva o encontro das pessoas e a solidariedade entre todos. Com esta Mensagem, gostaria de vos convidar, mais uma vez, a refletir sobre o fundamento e a importância do nosso ser-em-relação e descobrir, nos vastos desafios do atual panorama comunicativo, o desejo que o homem tem de não ficar encerrado na própria solidão.

As metáforas da “rede” e da “comunidade”

Hoje, o ambiente dos mass-media é tão invasivo que já não se consegue separar do círculo da vida cotidiana. A rede é um recurso do nosso tempo: uma fonte de conhecimentos e relações outrora impensáveis, mas numerosos especialistas, a propósito das profundas transformações impressas pela tecnologia às lógicas da produção, circulação e fruição dos conteúdos, destacam também os riscos que ameaçam a busca e a partilha duma informação autêntica à escala global. Se é verdade que a internet constitui uma possibilidade extraordinária de acesso ao saber, verdade é também que se revelou como um dos locais mais expostos à desinformação e à distorção consciente e conduzida dos fatos e relações interpessoais, a ponto de muitas vezes cair no descrédito.

É necessário reconhecer que se, por um lado, as redes sociais servem para nos conectarmos melhor, fazendo-nos encontrar e ajudar uns aos outros, por outro, prestam-se também a um uso manipulador dos dados pessoais, visando obter vantagens no plano político ou econômico, sem o devido respeito pela pessoa e seus direitos. As estatísticas relativas aos mais jovens revelam que um em cada quatro adolescentes está envolvido em episódios de cyberbullying[1].

Na complexidade deste cenário, pode ser útil voltar a refletir sobre a metáfora da rede, colocada inicialmente como fundamento da internet para ajudar a descobrir as suas potencialidades positivas. A imagem da rede convida-nos a refletir sobre a multiplicidade de percursos e nós que, na falta de um centro, uma estrutura de tipo hierárquico, uma organização de tipo vertical, asseguram a sua consistência. A rede funciona graças à comparticipação de todos os elementos.

Reconduzida à dimensão antropológica, a metáfora da rede lembra outra figura densa de significados: a comunidade. Uma comunidade é tanto mais forte quando mais for coesa e solidária, animada por sentimentos de confiança e empenhada em objetivos compartilháveis. Como rede solidária, a comunidade requer a escuta recíproca e o diálogo, baseado no uso responsável da linguagem.

No cenário atual, salta aos olhos de todos como a comunidade de redes sociais não é, automaticamente, sinônimo de comunidade. No melhor dos casos, tais comunidades conseguem dar provas de coesão e solidariedade, mas frequentemente permanecem agregados apenas indivíduos que se reconhecem em torno de interesses ou argumentos caraterizados por vínculos frágeis. Além disso, nas redes sociais, muitas vezes a identidade funda-se na contraposição ao outro, à pessoa estranha ao grupo: define-se mais a partir daquilo que divide do que daquilo que une, dando espaço à suspeita e à explosão de todo o tipo de preconceito (étnico, sexual, religioso, e outros). Esta tendência alimenta grupos que excluem a heterogeneidade, alimentam no próprio ambiente digital um individualismo desenfreado, acabando às vezes por fomentar espirais de ódio. E, assim, aquela que deveria ser uma janela aberta para o mundo, torna-se uma vitrine onde se exibe o próprio narcisismo.

A rede é uma oportunidade para promover o encontro com os outros, mas pode também agravar o nosso autoisolamento, como uma teia de aranha capaz de capturar. Os adolescentes é que estão mais expostos à ilusão de que as redes sociais possam satisfazê-los completamente a nível relacional, até se chegar ao perigoso fenômeno dos jovens «eremitas sociais», que correm o risco de se alhear totalmente da sociedade. Esta dinâmica dramática manifesta uma grave ruptura no tecido relacional da sociedade, uma laceração que não podemos ignorar.

Esta realidade multiforme e insidiosa coloca várias questões de caráter ético, social, jurídico, político, econômico, e interpela também a Igreja. Enquanto cabe aos governos buscar as vias de regulamentação legal para salvar a visão originária duma rede livre, aberta e segura, é responsabilidade ao alcance de todos nós promover um uso positivo da mesma.

Naturalmente não basta multiplicar as conexões para ver crescer também a compreensão recíproca. Então, como reencontrar a verdadeira identidade comunitária na consciência da responsabilidade que temos uns para com os outros, inclusive na rede online?

“Somos membros uns dos outros”

Pode esboçar-se uma resposta a partir duma terceira metáfora – o corpo e os membros – usada por São Paulo para falar da relação de reciprocidade entre as pessoas, fundada num organismo que as une. «Por isso, despi-vos da mentira e diga cada um a verdade ao seu próximo, pois somos membros uns dos outros» (Ef 4, 25). O fato de sermos membros uns dos outros é a motivação profunda a que recorre o Apóstolo para exortar a despir-se da mentira e dizer a verdade: a obrigação de preservar a verdade nasce da exigência de não negar a mútua relação de comunhão. Com efeito, a verdade revela-se na comunhão; pelo contrário, a mentira é recusa egoísta de reconhecer a própria pertença ao corpo; é recusa de se dar aos outros, perdendo assim o único caminho para se reencontrar a si mesmo.

A metáfora do corpo e dos membros leva-nos a refletir sobre a nossa identidade, que se funda sobre a comunhão e a alteridade. Como cristãos, todos nos reconhecemos como membros do único corpo cuja cabeça é Cristo. Isto ajuda-nos a não ver as pessoas como potenciais concorrentes, considerando os próprios inimigos como pessoas. Já não tenho necessidade do adversário para me autodefinir, porque o olhar de inclusão, que aprendemos de Cristo, faz-nos descobrir a alteridade de modo novo, ou seja, como parte integrante e condição da relação e da proximidade.

Uma tal capacidade de compreensão e comunicação entre as pessoas humanas tem o seu fundamento na comunhão de amor entre as Pessoas divinas. Deus não é Solidão, mas Comunhão; é Amor e, consequentemente, comunicação, porque o amor comunica sempre; mais, comunica-se a si mesmo para encontrar o outro. Para comunicar conosco e comunicar-se a nós, Deus adapta-Se à nossa linguagem, estabelecendo na história um verdadeiro e real diálogo com a humanidade (cf. Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. Dei Verbum, 2).

Em virtude de termos sido criados à imagem e semelhança de Deus, que é comunhão e comunicação-de-Si, trazemos sempre no coração a nostalgia de viver em comunhão, de pertencer a uma comunidade. Como afirma São Basílio, «nada é tão específico da nossa natureza como entrar em relação uns com os outros, ter necessidade uns dos outros»[2].

O panorama atual convida-nos, a todos nós, a investir nas relações, a afirmar – também na rede e através da rede – o caráter interpessoal da nossa humanidade. Por maior força de razão nós, cristãos, somos chamados a manifestar aquela comunhão que marca a nossa identidade de crentes. De fato, a própria fé é uma relação, um encontro; e nós, sob o impulso do amor de Deus, podemos comunicar, acolher e compreender o dom do outro e corresponder-lhe.

É precisamente a comunhão à imagem da Trindade que distingue a pessoa do indivíduo. Da fé num Deus que é Trindade, segue-se que, para ser eu mesmo, preciso do outro. Só sou verdadeiramente humano, verdadeiramente pessoal, se me relacionar com os outros. Com efeito, o termo pessoa conota o ser humano como «rosto», voltado para o outro, comprometido com os outros. A nossa vida cresce em humanidade passando do caráter individual ao caráter pessoal; o caminho autêntico de humanização vai do indivíduo que sente o outro como rival para a pessoa que nele reconhece um companheiro de viagem.
Do “like” ao “amém”

A imagem do corpo e dos membros recorda-nos que o uso das redes sociais é complementar do encontro em carne e osso, vivido através do corpo, do coração, dos olhos, da contemplação, da respiração do outro. Se a rede for usada como prolongamento ou expetativa de tal encontro, então não se atraiçoa a si mesma e permanece um recurso para a comunhão. Se uma família utiliza a rede para estar mais conectada, para depois se encontrar à mesa e olhar-se olhos nos olhos, então é um recurso. Se uma comunidade eclesial coordena a sua atividade através da rede, para depois celebrar juntos a Eucaristia, então é um recurso. Se a rede é uma oportunidade para me aproximar de casos e experiências de bondade ou de sofrimento distantes fisicamente de mim, para rezar juntos e, juntos, buscar o bem na descoberta daquilo que nos une, então é um recurso.

Assim, podemos passar do diagnóstico à terapia: abrir o caminho ao diálogo, ao encontro, ao sorriso, ao carinho… Esta é a rede que queremos: uma rede feita, não para capturar, mas para libertar, para preservar uma comunhão de pessoas livres. A própria Igreja é uma rede tecida pela Comunhão Eucarística, onde a união não se baseia nos gostos [«like»], mas na verdade, no «amém» com que cada um adere ao Corpo de Cristo, acolhendo os outros.

Vaticano, na Memória de São Francisco de Sales, 24 de janeiro de 2019.

FRANCISCUS

x

PADRE LENILSON EMITE NOTA SOBRE VIGÍLIA PASCAL


Seguindo nosso Tríduo Pascal, celebraremos a Vigília Pascal neste sábado, 20, às 19h, na Igreja Matriz. Todos devem levar uma vela protegida.

Informo que, observando recomendação do IPHAN - ofício 371/2018 não vamos realizar a procissão com imagem do Cristo Ressuscitado por está bastante danificada pelo tempo. No futuro encomendaremos uma réplica.

Enfatizo que, em nada fica prejudicada a belíssima Vigília Pascal, cujo centro é a Liturgia da Luz, da Palavra e a Eucaristia.

Atenciosamente,

Pe. José Lenilson de Morais

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA SANTA 2019



12/04 - Sexta-feira do Encontro de Jesus e Maria

17h – Procissão do Encontro:
-Imagem de Nossa Senhora: saída da capela de São Francisco (responsáveis: Setores Urbanos I e II)
- Imagem do Bom Jesus: saída da Irmandade São José (responsáveis: Setores Urbanos III e IV)
18h30 – Santa Missa

                                  
14/04 – Domingo de Ramos

6h30min – Procissão de Ramos (Concentração na praça do Cemitério)
7h, 10h, 19h – Missas de Ramos

15/04 – Segunda-feira Santa

8h às 11h – Confissões para crianças e jovens
14h às 18h – Confissões para mulheres
19h à 22h – Confissões para homens

16/04 – Terça-feira Santa

8h às 11h – Sacramento da Confissão
14h às 17h – Sacramento da Confissão
17h – Missa com Unção dos Enfermos e Idosos
19h às 22h – Sacramento da Confissão

17/04 – Quarta-feira Santa

8h às 11h – Sacramento da Confissão
14h às 17h – Sacramento da Confissão
18h – Via-Sacra das cruzes
19h30min – Santa Missa

18/04– Quinta-feira Santa

8h - Missa do Crisma e renovação das promessas sacerdotais (Catedral Metropolitana de Natal)
19h – Missa da Ceia do Senhor e do “Lava-pés”
20h30 às 22h – Adoração (Meditação conduzida pelo pároco)

19/04 – Sexta-feira Santa

7h - Adoração ao Santíssimo Sacramento (Setores Urbanos I e II)
9h – Adoração ao Santíssimo Sacramento (Setores Urbanos III e IV)
10h – Setor Juvenil e Setor Novas Comunidades
11h – Meditação das “Sete Palavras” e conclusão da Adoração (Pe. José Lenilson)
12h – Fechamento da Matriz para preparar a celebração da Paixão
14h30 – Abertura a Matriz para acolher os fiéis, que deverão permanecer em profundo silêncio.
15h30 – Celebração da Paixão do Senhor, procissão e beijo das santas chagas

20/04 – Sábado Santo

19h – Celebração da Vigília Pascal

21/04 – Domingo de Páscoa

7h, 10h e 19h – Missas de Páscoa