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MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 53.º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS



Mensagem do Papa Francisco para o 53.º Dia Mundial das Comunicações Sociais

Das comunidades de redes sociais à comunidade humana: "Somos membros uns dos outros" (Ef 4, 25)

Queridos irmãos e irmãs!

Desde que se tornou possível dispor da internet, a Igreja tem sempre procurado que o seu uso sirva o encontro das pessoas e a solidariedade entre todos. Com esta Mensagem, gostaria de vos convidar, mais uma vez, a refletir sobre o fundamento e a importância do nosso ser-em-relação e descobrir, nos vastos desafios do atual panorama comunicativo, o desejo que o homem tem de não ficar encerrado na própria solidão.

As metáforas da “rede” e da “comunidade”

Hoje, o ambiente dos mass-media é tão invasivo que já não se consegue separar do círculo da vida cotidiana. A rede é um recurso do nosso tempo: uma fonte de conhecimentos e relações outrora impensáveis, mas numerosos especialistas, a propósito das profundas transformações impressas pela tecnologia às lógicas da produção, circulação e fruição dos conteúdos, destacam também os riscos que ameaçam a busca e a partilha duma informação autêntica à escala global. Se é verdade que a internet constitui uma possibilidade extraordinária de acesso ao saber, verdade é também que se revelou como um dos locais mais expostos à desinformação e à distorção consciente e conduzida dos fatos e relações interpessoais, a ponto de muitas vezes cair no descrédito.

É necessário reconhecer que se, por um lado, as redes sociais servem para nos conectarmos melhor, fazendo-nos encontrar e ajudar uns aos outros, por outro, prestam-se também a um uso manipulador dos dados pessoais, visando obter vantagens no plano político ou econômico, sem o devido respeito pela pessoa e seus direitos. As estatísticas relativas aos mais jovens revelam que um em cada quatro adolescentes está envolvido em episódios de cyberbullying[1].

Na complexidade deste cenário, pode ser útil voltar a refletir sobre a metáfora da rede, colocada inicialmente como fundamento da internet para ajudar a descobrir as suas potencialidades positivas. A imagem da rede convida-nos a refletir sobre a multiplicidade de percursos e nós que, na falta de um centro, uma estrutura de tipo hierárquico, uma organização de tipo vertical, asseguram a sua consistência. A rede funciona graças à comparticipação de todos os elementos.

Reconduzida à dimensão antropológica, a metáfora da rede lembra outra figura densa de significados: a comunidade. Uma comunidade é tanto mais forte quando mais for coesa e solidária, animada por sentimentos de confiança e empenhada em objetivos compartilháveis. Como rede solidária, a comunidade requer a escuta recíproca e o diálogo, baseado no uso responsável da linguagem.

No cenário atual, salta aos olhos de todos como a comunidade de redes sociais não é, automaticamente, sinônimo de comunidade. No melhor dos casos, tais comunidades conseguem dar provas de coesão e solidariedade, mas frequentemente permanecem agregados apenas indivíduos que se reconhecem em torno de interesses ou argumentos caraterizados por vínculos frágeis. Além disso, nas redes sociais, muitas vezes a identidade funda-se na contraposição ao outro, à pessoa estranha ao grupo: define-se mais a partir daquilo que divide do que daquilo que une, dando espaço à suspeita e à explosão de todo o tipo de preconceito (étnico, sexual, religioso, e outros). Esta tendência alimenta grupos que excluem a heterogeneidade, alimentam no próprio ambiente digital um individualismo desenfreado, acabando às vezes por fomentar espirais de ódio. E, assim, aquela que deveria ser uma janela aberta para o mundo, torna-se uma vitrine onde se exibe o próprio narcisismo.

A rede é uma oportunidade para promover o encontro com os outros, mas pode também agravar o nosso autoisolamento, como uma teia de aranha capaz de capturar. Os adolescentes é que estão mais expostos à ilusão de que as redes sociais possam satisfazê-los completamente a nível relacional, até se chegar ao perigoso fenômeno dos jovens «eremitas sociais», que correm o risco de se alhear totalmente da sociedade. Esta dinâmica dramática manifesta uma grave ruptura no tecido relacional da sociedade, uma laceração que não podemos ignorar.

Esta realidade multiforme e insidiosa coloca várias questões de caráter ético, social, jurídico, político, econômico, e interpela também a Igreja. Enquanto cabe aos governos buscar as vias de regulamentação legal para salvar a visão originária duma rede livre, aberta e segura, é responsabilidade ao alcance de todos nós promover um uso positivo da mesma.

Naturalmente não basta multiplicar as conexões para ver crescer também a compreensão recíproca. Então, como reencontrar a verdadeira identidade comunitária na consciência da responsabilidade que temos uns para com os outros, inclusive na rede online?

“Somos membros uns dos outros”

Pode esboçar-se uma resposta a partir duma terceira metáfora – o corpo e os membros – usada por São Paulo para falar da relação de reciprocidade entre as pessoas, fundada num organismo que as une. «Por isso, despi-vos da mentira e diga cada um a verdade ao seu próximo, pois somos membros uns dos outros» (Ef 4, 25). O fato de sermos membros uns dos outros é a motivação profunda a que recorre o Apóstolo para exortar a despir-se da mentira e dizer a verdade: a obrigação de preservar a verdade nasce da exigência de não negar a mútua relação de comunhão. Com efeito, a verdade revela-se na comunhão; pelo contrário, a mentira é recusa egoísta de reconhecer a própria pertença ao corpo; é recusa de se dar aos outros, perdendo assim o único caminho para se reencontrar a si mesmo.

A metáfora do corpo e dos membros leva-nos a refletir sobre a nossa identidade, que se funda sobre a comunhão e a alteridade. Como cristãos, todos nos reconhecemos como membros do único corpo cuja cabeça é Cristo. Isto ajuda-nos a não ver as pessoas como potenciais concorrentes, considerando os próprios inimigos como pessoas. Já não tenho necessidade do adversário para me autodefinir, porque o olhar de inclusão, que aprendemos de Cristo, faz-nos descobrir a alteridade de modo novo, ou seja, como parte integrante e condição da relação e da proximidade.

Uma tal capacidade de compreensão e comunicação entre as pessoas humanas tem o seu fundamento na comunhão de amor entre as Pessoas divinas. Deus não é Solidão, mas Comunhão; é Amor e, consequentemente, comunicação, porque o amor comunica sempre; mais, comunica-se a si mesmo para encontrar o outro. Para comunicar conosco e comunicar-se a nós, Deus adapta-Se à nossa linguagem, estabelecendo na história um verdadeiro e real diálogo com a humanidade (cf. Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. Dei Verbum, 2).

Em virtude de termos sido criados à imagem e semelhança de Deus, que é comunhão e comunicação-de-Si, trazemos sempre no coração a nostalgia de viver em comunhão, de pertencer a uma comunidade. Como afirma São Basílio, «nada é tão específico da nossa natureza como entrar em relação uns com os outros, ter necessidade uns dos outros»[2].

O panorama atual convida-nos, a todos nós, a investir nas relações, a afirmar – também na rede e através da rede – o caráter interpessoal da nossa humanidade. Por maior força de razão nós, cristãos, somos chamados a manifestar aquela comunhão que marca a nossa identidade de crentes. De fato, a própria fé é uma relação, um encontro; e nós, sob o impulso do amor de Deus, podemos comunicar, acolher e compreender o dom do outro e corresponder-lhe.

É precisamente a comunhão à imagem da Trindade que distingue a pessoa do indivíduo. Da fé num Deus que é Trindade, segue-se que, para ser eu mesmo, preciso do outro. Só sou verdadeiramente humano, verdadeiramente pessoal, se me relacionar com os outros. Com efeito, o termo pessoa conota o ser humano como «rosto», voltado para o outro, comprometido com os outros. A nossa vida cresce em humanidade passando do caráter individual ao caráter pessoal; o caminho autêntico de humanização vai do indivíduo que sente o outro como rival para a pessoa que nele reconhece um companheiro de viagem.
Do “like” ao “amém”

A imagem do corpo e dos membros recorda-nos que o uso das redes sociais é complementar do encontro em carne e osso, vivido através do corpo, do coração, dos olhos, da contemplação, da respiração do outro. Se a rede for usada como prolongamento ou expetativa de tal encontro, então não se atraiçoa a si mesma e permanece um recurso para a comunhão. Se uma família utiliza a rede para estar mais conectada, para depois se encontrar à mesa e olhar-se olhos nos olhos, então é um recurso. Se uma comunidade eclesial coordena a sua atividade através da rede, para depois celebrar juntos a Eucaristia, então é um recurso. Se a rede é uma oportunidade para me aproximar de casos e experiências de bondade ou de sofrimento distantes fisicamente de mim, para rezar juntos e, juntos, buscar o bem na descoberta daquilo que nos une, então é um recurso.

Assim, podemos passar do diagnóstico à terapia: abrir o caminho ao diálogo, ao encontro, ao sorriso, ao carinho… Esta é a rede que queremos: uma rede feita, não para capturar, mas para libertar, para preservar uma comunhão de pessoas livres. A própria Igreja é uma rede tecida pela Comunhão Eucarística, onde a união não se baseia nos gostos [«like»], mas na verdade, no «amém» com que cada um adere ao Corpo de Cristo, acolhendo os outros.

Vaticano, na Memória de São Francisco de Sales, 24 de janeiro de 2019.

FRANCISCUS

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PADRE LENILSON EMITE NOTA SOBRE VIGÍLIA PASCAL


Seguindo nosso Tríduo Pascal, celebraremos a Vigília Pascal neste sábado, 20, às 19h, na Igreja Matriz. Todos devem levar uma vela protegida.

Informo que, observando recomendação do IPHAN - ofício 371/2018 não vamos realizar a procissão com imagem do Cristo Ressuscitado por está bastante danificada pelo tempo. No futuro encomendaremos uma réplica.

Enfatizo que, em nada fica prejudicada a belíssima Vigília Pascal, cujo centro é a Liturgia da Luz, da Palavra e a Eucaristia.

Atenciosamente,

Pe. José Lenilson de Morais

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA SANTA 2019



12/04 - Sexta-feira do Encontro de Jesus e Maria

17h – Procissão do Encontro:
-Imagem de Nossa Senhora: saída da capela de São Francisco (responsáveis: Setores Urbanos I e II)
- Imagem do Bom Jesus: saída da Irmandade São José (responsáveis: Setores Urbanos III e IV)
18h30 – Santa Missa

                                  
14/04 – Domingo de Ramos

6h30min – Procissão de Ramos (Concentração na praça do Cemitério)
7h, 10h, 19h – Missas de Ramos

15/04 – Segunda-feira Santa

8h às 11h – Confissões para crianças e jovens
14h às 18h – Confissões para mulheres
19h à 22h – Confissões para homens

16/04 – Terça-feira Santa

8h às 11h – Sacramento da Confissão
14h às 17h – Sacramento da Confissão
17h – Missa com Unção dos Enfermos e Idosos
19h às 22h – Sacramento da Confissão

17/04 – Quarta-feira Santa

8h às 11h – Sacramento da Confissão
14h às 17h – Sacramento da Confissão
18h – Via-Sacra das cruzes
19h30min – Santa Missa

18/04– Quinta-feira Santa

8h - Missa do Crisma e renovação das promessas sacerdotais (Catedral Metropolitana de Natal)
19h – Missa da Ceia do Senhor e do “Lava-pés”
20h30 às 22h – Adoração (Meditação conduzida pelo pároco)

19/04 – Sexta-feira Santa

7h - Adoração ao Santíssimo Sacramento (Setores Urbanos I e II)
9h – Adoração ao Santíssimo Sacramento (Setores Urbanos III e IV)
10h – Setor Juvenil e Setor Novas Comunidades
11h – Meditação das “Sete Palavras” e conclusão da Adoração (Pe. José Lenilson)
12h – Fechamento da Matriz para preparar a celebração da Paixão
14h30 – Abertura a Matriz para acolher os fiéis, que deverão permanecer em profundo silêncio.
15h30 – Celebração da Paixão do Senhor, procissão e beijo das santas chagas

20/04 – Sábado Santo

19h – Celebração da Vigília Pascal

21/04 – Domingo de Páscoa

7h, 10h e 19h – Missas de Páscoa

O PAPA AFRONTA COM CORAGEM OS ESCÂNDALOS DOS ABUSOS POR MEMBROS INDIGNOS DA IGREJA


CARTA DO PAPA FRANCISCO AO POVO DE DEUS


"Um membro sofre? Todos os outros membros sofrem com ele" (1 Co 12, 26). Estas palavras de São Paulo ressoam com força no meu coração ao constatar mais uma vez o sofrimento vivido por muitos menores por causa de abusos sexuais, de poder e de consciência cometidos por um número notável de clérigos e pessoas consagradas. Um crime que gera profundas feridas de dor e impotência, em primeiro lugar nas vítimas, mas também em suas famílias e na inteira comunidade, tanto entre os crentes como entre os não-crentes. Olhando para o passado, nunca será suficiente o que se faça para pedir perdão e procurar reparar o dano causado. Olhando para o futuro, nunca será pouco tudo o que for feito para gerar uma cultura capaz de evitar que essas situações não só não aconteçam, mas que não encontrem espaços para serem ocultadas e perpetuadas. A dor das vítimas e das suas famílias é também a nossa dor, por isso é preciso reafirmar mais uma vez o nosso compromisso em garantir a protecção de menores e de adultos em situações de vulnerabilidade.

1. Um membro sofre?


Nestes últimos dias, um relatório foi divulgado detalhando aquilo que vivenciaram pelo menos 1.000 sobreviventes, vítimas de abuso sexual, de poder e de consciência, nas mãos de sacerdotes por aproximadamente setenta anos. Embora seja possível dizer que a maioria dos casos corresponde ao passado, contudo, ao longo do tempo, conhecemos a dor de muitas das vítimas e constamos que as feridas nunca desaparecem e nos obrigam a condenar veementemente essas atrocidades, bem como unir esforços para erradicar essa cultura da morte; as feridas “nunca prescrevem”. A dor dessas vítimas é um gemido que clama ao céu, que alcança a alma e que, por muito tempo, foi ignorado, emudecido ou silenciado. Mas seu grito foi mais forte do que todas as medidas que tentaram silenciá-lo ou, inclusive, que procuraram resolvê-lo com decisões que aumentaram a gravidade caindo na cumplicidade. Clamor que o Senhor ouviu, demonstrando, mais uma vez, de que lado Ele quer estar. O cântico de Maria não se equivoca e continua a se sussurrar ao longo da história, porque o Senhor se lembra da promessa que fez a nossos pais: «dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias» (Lc 1, 51-53), e sentimos vergonha quando percebemos que o nosso estilo de vida contradisse e contradiz aquilo que proclamamos com a nossa voz. Com vergonha e arrependimento, como comunidade eclesial, assumimos que não soubemos estar onde deveríamos estar, que não agimos a tempo para reconhecer a dimensão e a gravidade do dano que estava sendo causado em tantas vidas. Nós negligenciamos e abandonamos os pequenos. Faço minhas as palavras do então Cardeal Ratzinger quando, na Via Sacra escrita para a Sexta-feira Santa de 2005, uniu-se ao grito de dor de tantas vítimas, afirmando com força: «Quanta sujeira há na Igreja, e precisamente entre aqueles que, no sacerdócio, deveriam pertencer completamente a Ele! Quanta soberba, quanta autossuficiência!... A traição dos discípulos, a recepção indigna do seu Corpo e do seu Sangue é certamente o maior sofrimento do Redentor, o que Lhe trespassa o coração. Nada mais podemos fazer que dirigir-Lhe, do mais fundo da alma, este grito: Kyrie, eleison – Senhor, salvai-nos (cf. Mt 8, 25)» (Nona Estação).

2. Todos os outros membros sofrem com ele.


A dimensão e a gravidade dos acontecimentos obrigam a assumir esse facto de maneira global e comunitária. Embora seja importante e necessário em qualquer caminho de conversão tomar conhecimento do que aconteceu, isso, em si, não basta. Hoje, como Povo de Deus, somos desafiados a assumir a dor de nossos irmãos feridos na sua carne e no seu espírito. Se no passado a omissão pôde tornar-se uma forma de resposta, hoje queremos que seja a solidariedade, entendida no seu sentido mais profundo e desafiador, a tornar-se o nosso modo de fazer a história do presente e do futuro, num âmbito onde os conflitos, tensões e, especialmente, as vítimas de todo o tipo de abuso possam encontrar uma mão estendida que as proteja e resgate da sua dor (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 228). Essa solidariedade exige que, por nossa vez, denunciemos tudo o que possa comprometer a integridade de qualquer pessoa. Uma solidariedade que exige a luta contra todas as formas de corrupção, especialmente a espiritual «porque trata-se duma cegueira cómoda e autossuficiente, em que tudo acaba por parecer lícito: o engano, a calúnia, o egoísmo e muitas formas subtis de autorreferencialidade, já que “também Satanás se disfarça em anjo de luz” (2 Cor 11, 14)» (Exort. ap. Gaudete et exultate, 165). O chamado de Paulo para sofrer com quem sofre é o melhor antídoto contra qualquer tentativa de continuar reproduzindo entre nós as palavras de Caim: «Sou, porventura, o guardião do meu irmão?» (Gn 4, 9).

Reconheço o esforço e o trabalho que são feitos em diferentes partes do mundo para garantir e gerar as mediações necessárias que proporcionem segurança e protejam a integridade de crianças e de adultos em situação de vulnerabilidade, bem como a implementação da “tolerância zero” e de modos de prestar contas por parte de todos aqueles que realizem ou acobertem esses crimes. Tardamos em aplicar essas medidas e sanções tão necessárias, mas confio que elas ajudarão a garantir uma maior cultura do cuidado no presente e no futuro. Juntamente com esses esforços, é necessário que cada batizado se sinta envolvido na transformação eclesial e social de que tanto necessitamos. Tal transformação exige conversão pessoal e comunitária, e nos leva dirigir os olhos na mesma direção do olhar do Senhor. São João Paulo II assim o dizia: «se verdadeiramente partimos da contemplação de Cristo, devemos saber vê-Lo sobretudo no rosto daqueles com quem Ele mesmo Se quis identificar» (Carta ap. Novo millennio ineunte, 49). Aprender a olhar para onde o Senhor olha, estar onde o Senhor quer que estejamos, converter o coração na Sua presença. Para isso nos ajudarão a oração e a penitência. Convido todo o Povo Santo fiel de Deus ao exercício penitencial da oração e do jejum, seguindo o mandato do Senhor[1], que desperte a nossa consciência, a nossa solidariedade e o compromisso com uma cultura do cuidado e o “nunca mais” a qualquer tipo e forma de abuso. É impossível imaginar uma conversão do agir eclesial sem a participação activa de todos os membros do Povo de Deus. Além disso, toda vez que tentamos suplantar, silenciar, ignorar, reduzir em pequenas elites o povo de Deus, construímos comunidades, planos, ênfases teológicas, espiritualidades e estruturas sem raízes, sem memória, sem rostos, sem corpos, enfim, sem vidas[2]. Isto se manifesta claramente num modo anômalo de entender a autoridade na Igreja - tão comum em muitas comunidades onde ocorreram as condutas de abuso sexual, de poder e de consciência - como é o clericalismo, aquela «atitude que não só anula a personalidade dos cristãos, mas tende também a diminuir e a subestimar a graça batismal que o Espírito Santo pôs no coração do nosso povo»[3]. O clericalismo, favorecido tanto pelos próprios sacerdotes como pelos leigos, gera uma ruptura no corpo eclesial que beneficia e ajuda a perpetuar muitos dos males que denunciamos hoje. Dizer não ao abuso, é dizer energicamente não a qualquer forma de clericalismo.

É sempre bom lembrar que o Senhor, "na história da salvação, salvou um povo. Não há identidade plena, sem pertença a um povo. Por isso, ninguém se salva sozinho, como indivíduo isolado, mas Deus atrai-nos tendo em conta a complexa rede de relações interpessoais que se estabelecem na comunidade humana: Deus quis entrar numa dinâmica popular, na dinâmica dum povo" (Exort. ap. Gaudete et exultate, 6). Portanto, a única maneira de respondermos a esse mal que prejudicou tantas vidas é vivê-lo como uma tarefa que nos envolve e corresponde a todos como Povo de Deus. Essa consciência de nos sentirmos parte de um povo e de uma história comum nos permitirá reconhecer nossos pecados e erros do passado com uma abertura penitencial capaz de se deixar renovar a partir de dentro. Tudo o que for feito para erradicar a cultura do abuso em nossas comunidades, sem a participação activa de todos os membros da Igreja, não será capaz de gerar as dinâmicas necessárias para uma transformação saudável e realista. A dimensão penitencial do jejum e da oração ajudar-nos-á, como Povo de Deus, a nos colocar diante do Senhor e de nossos irmãos feridos, como pecadores que imploram o perdão e a graça da vergonha e da conversão e, assim, podermos elaborar acções que criem dinâmicas em sintonia com o Evangelho. Porque «sempre que procuramos voltar à fonte e recuperar o frescor original do Evangelho, despontam novas estradas, métodos criativos, outras formas de expressão, sinais mais eloquentes, palavras cheias de renovado significado para o mundo actual" (Exort. ap. Evangelii gaudium, 11).

É imperativo que nós, como Igreja, possamos reconhecer e condenar, com dor e vergonha, as atrocidades cometidas por pessoas consagradas, clérigos, e inclusive por todos aqueles que tinham a missão de assistir e cuidar dos mais vulneráveis. Peçamos perdão pelos pecados, nossos e dos outros. A consciência do pecado nos ajuda a reconhecer os erros, delitos e feridas geradas no passado e permite nos abrir e nos comprometer mais com o presente num caminho de conversão renovada.
Da mesma forma, a penitência e a oração nos ajudarão a sensibilizar os nossos olhos e os nossos corações para o sofrimento alheio e a superar o afã de domínio e controle que muitas vezes se torna a raiz desses males. Que o jejum e a oração despertem os nossos ouvidos para a dor silenciada em crianças, jovens e pessoas com necessidades especiais. Jejum que nos dá fome e sede de justiça e nos encoraja a caminhar na verdade, dando apoio a todas as medidas judiciais que sejam necessárias. Um jejum que nos sacuda e nos leve ao compromisso com a verdade e na caridade com todos os homens de boa vontade e com a sociedade em geral, para lutar contra qualquer tipo de abuso de poder, sexual e de consciência.

Desta forma, poderemos tornar transparente a vocação para a qual fomos chamados a ser "um sinal e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano" (Conc. Ecum. Vat. II, Lumen gentium, 1).
"Um membro sofre? Todos os outros membros sofrem com ele", disse-nos São Paulo. Através da atitude de oração e penitência, poderemos entrar em sintonia pessoal e comunitária com essa exortação, para que cresça em nós o dom da compaixão, justiça, prevenção e reparação. Maria soube estar ao pé da cruz de seu Filho. Não o fez de uma maneira qualquer, mas permaneceu firme de pé e ao seu lado. Com essa postura, Ela manifesta o seu modo de estar na vida. Quando experimentamos a desolação que nos produz essas chagas eclesiais, com Maria nos fará bem «insistir mais na oração» (cf. S. Inácio de Loiola, Exercícios Espirituais, 319), procurando crescer mais no amor e na fidelidade à Igreja. Ela, a primeira discípula, nos ensina a todos os discípulos como somos convidados a enfrentar o sofrimento do inocente, sem evasões ou pusilanimidade. Olhar para Maria é aprender a descobrir onde e como o discípulo de Cristo deve estar.
Que o Espírito Santo nos dê a graça da conversão e da unção interior para poder expressar, diante desses crimes de abuso, a nossa compunção e a nossa decisão de lutar com coragem.

INSTITUTO PIO XII TEM A SUA ADMINISTRAÇÃO REORDENADA


Na manhã desta sexta-feira, 06 de abril, em ato formal na Sede da instituição, o Diretor Presidente do Instituto Pio XII, Pe. José Lenilson de Morais, apresentou o novo organograma e a descrição de cargos para o Colégio católico, fundado há 70 anos por Mons. Antônio Barros. Na ocasião o Sr. Walter Júnior do Nascimento Pereira tomou posse como Coordenador Administrativo/Financeiro. A nomeação foi aprovada pelo Conselho Paroquial para Assuntos Econômicos e Administrativos e pelo Conselho Gestor Paroquial para o Instituto.

No Ato estavam presentes todos os membros da Diretoria, alguns representantes do Conselho Gestor e da Coordenação pedagógica. O objetivo é aprimorar a gestão escolar em vista da continuação de seu processo de renovação.

            Seguem o organograma e a descrição dos cargos:






DESCRIÇÃO DE CARGO
Cargo: Diretor-presidente
CBO: 1313-05
Setor: Diretoria

DESCRIÇÃO SUMÁRIA

Acompanha o desenvolvimento da instituição.


DESCRIÇÃO DETALHADA

Ø  Oferece assistência espiritual à comunidade escolar;
Ø  Valida relatórios pedagógico, administrativo e financeiro, periodicamente;
Ø  Aprova financiamentos e empréstimos;
Ø  Sugere melhorias institucionais;
Ø  Aprova alterações de infraestrutura;
Ø  Estabelece metas e define valores de matrícula e mensalidade;
Ø  Participa do planejamento estratégico e da elaboração do Projeto Político Pedagógico;
Ø  Nomeia e/ou suspende, através de portaria, diretor escolar, coordenador administrativo/financeiro, tesoureiro e secretário;
Ø  Estabelece calendário de reuniões ordinárias com diretor escolar, coordenador pedagógico e coordenador administrativo/financeiro.
Ø  Convoca reuniões extraordinárias com o diretor escolar, coordenação pedagógica e/ou coordenador administrativo/financeiro;
Ø  Convoca e participa de reuniões com o Conselho Gestor;
Ø  Visita periodicamente os setores da escola e ouve sugestões de melhoria dos demais funcionários;
Ø  Aprova plano de marketing e identidade visual da escola;
Ø  Define metas financeiras ao coordenador administrativo/financeiro;
Ø  Cobra resultados ao diretor escolar e/ou coordenador administrativo/financeiro;
Ø  Aprova aquisição e/ou alienação de bens;
Ø  Aprova projetos que tenham por objetivo o beneficiamento da escola com recursos públicos e/ou privados.


ATIVIDADES OCASIONAIS

Ø  Não há


EDUCAÇÃO FORMAL

Ø  Esta função será exercida pelo pároco da Paróquia de Sant”Ana e São Joaquim em São José de Mipibu.








DESCRIÇÃO DE CARGO
Cargo: Diretor escolar
CBO: 1313-05
Setor: Diretoria

DESCRIÇÃO SUMÁRIA

Responde juridicamente pela escola; planeja e avalia projetos educacionais; coordena elaboração do Projeto Político Pedagógico.


DESCRIÇÃO DETALHADA

Ø  Valida o Projeto Político Pedagógico;
Ø  Adequa o currículo à legislação vigente;
Ø  Organiza o calendário escolar;
Ø  Acompanha os índices de matrículas e transferências;
Ø  Autoriza o acesso de pessoas à escola;
Ø  Responde juridicamente pela escola;
Ø  Responde pelos documentos escolares;
Ø  Solicita ao coordenador administrativo/financeiro contratação ou demissão de coordenador pedagógico e/ou professores;
Ø  Solicita ao coordenador administrativo/financeiro relatórios administrativos;
Ø  Solicita ao coordenador administrativo/financeiro compra de material utilizado no desenvolvimento pedagógico;
Ø  Estabelece e exige cumprimento de metas à coordenação pedagógica;
Ø  Participa da definição estratégica de marketing e identidade visual da escola;
Ø  Emite relatório pedagógico solicitado pelo diretor-presidente.


ATIVIDADES OCASIONAIS

Ø  Não há


EDUCAÇÃO FORMAL

Ø  Pedagogia








DESCRIÇÃO DE CARGO
Cargo: Coordenador administrativo/financeiro
CBO: 1421-05
Setor: Administração

DESCRIÇÃO SUMÁRIA

Exerce a gerência dos serviços administrativos e financeiros; gerencia recursos humanos e materiais.


DESCRIÇÃO DETALHADA

Ø  Controla o fluxo de caixa;
Ø  Autoriza pagamentos diversos;
Ø  Autoriza compra de material;
Ø  Elabora dossiê contábil;
Ø  Controla os processos de admissão e demissão de funcionários;
Ø  Controla folha de pagamento;
Ø  Controla o ponto dos funcionários;
Ø  Administra a inadimplência;
Ø  Administra a infraestrutura da escola;
Ø  Administra licenças operacionais (Alvará de funcionamento, Habite-se, etc.);
Ø  Administra a medicina e segurança do trabalho;
Ø  Participa da definição estratégica de marketing e identidade visual da escola;
Ø  Participa de reunião ordinária e extraordinária solicitada pelo diretor-presidente ou diretor escolar;
Ø  Emite relatório administrativo/financeiro solicitado pelo diretor-presidente ou diretor escolar.


ATIVIDADES OCASIONAIS

Ø  Representa o diretor-presidente em caso de impedimento.


EDUCAÇÃO FORMAL

Ø  Administração ou áreas afins