FINADOS: POR UMA CULTURA DA VIDA NA CERTEZA DA MORTE

Assim falou o Apóstolo Paulo: “o salário do pecado é a morte” (Rm 6,23) e o livro da Sabedoria diz que foi “por inveja do demônio que a morte entrou no mundo”(Sb 2,23-24). A morte não é um ser, não tem identidade própria, não é nem mesmo uma criatura de Deus. Deus não mata, é o homem que mata! A vida é a vocação do homem, a morte é uma conseqüência de suas escolhas. Alguém me dirá: “é próprio do que vive nascer, crescer, morrer”. Verdade! Nisto somos iguais aos demais viventes nesta terra porque aqui não temos “morada permanente”. Contudo, vejamos como é belo e natural a existência de uma planta: é semeada, nasce, cresce, produz e depois seca ainda revelando beleza. Se todos os homens pudessem passar por este “caminho” a certeza da morte seria natural e aceitável. Mas o que acontece é bem diferente: as grandes indústrias e, infelizmente, até os pequenos produtores estão lançando cada vez mais agrotóxicos sobre as plantações. Não se tem mais prudência, pois o que importa é produzir e produzir, isto é, lucrar e lucrar. Depois fazemos tantas campanhas “contra o câncer”. Na verdade as grandes campanhas deveriam ser “contra o que dá origem ao câncer”. Nós estamos cuidando dos efeitos, o que é justo, mas estamos fechando os olhos para as causas. É ridículo como nós gostamos disso e depois ainda temos “crise de fé” quando perdemos alguém. É o homem que causa o câncer!Quem mata um pai da família num assalto é o homem, não Deus; quem extermina a vida promissora de um jovem é o homem, não Deus; quem está massacrando as vidas humanas na Síria e exterminando sistematicamente no Iraque é o homem, não é Deus. Quem tira o pão da boca dos pobres nos esquemas de corrupção e nas leis injustas que só favorecem os “poderosos” são os homens a começar pelos do Congresso Nacional. Malditos sejam! Quero ver se escaparão da morte que é igual para todos.

Dia de finados não deveria ser um dia de lamentações e tristezas. Um dia de recordação sim, um dia fazer memória de nossos antepassados, um dia de rezar pelos que já não estão em nosso convívio sim.  Outrossim e talvez mais ainda deveria ser um dia para rever nossa opção pela vida. O que podemos fazer para favorecer a cultura da vida? Nossos atos diários podem contribuir para proteger, favorecer, estimular e valorizar a vida da natureza em seu sentido mais amplo: “a casa comum”, o planeta onde vivemos e onde até mesmo somos sepultados – coisa que também deveria ser digna e gratuita para todos. A cultura da vida inclui a diminuição da poluição atmosférica, sonoro, visual; a proteção de nossos rios, riachos, nascentes, lagoas e matas; inclui também a renúncia a violência física e verbal sem cair num pacifismo alienante. A cultura da vida requer mais humanização dos serviços públicos, mais participação popular nas decisões da nação, dos estados e municípios. A cultura da vida requer ainda uma posição menos hipócrita e mais efetiva pela educação de todos. Analfabetismo, evasão escolar, retrocessos nas universidades também são sinais de morte. Não ficam de fora também os temas antigos e sempre novos: rejeitar o aborto, resistir a eutanásia, renunciar a traição do cônjuge é igualmente cultivar a vida. Neste tema não há como ser seletivo: se eu defendo a dignidade dos animais como posso defender a morte atroz dos humanos “incapazes” de autodefesa? Minha gente, se não assumimos a Vida em todas as suas dimensões é melhor parar de tantas passeatas, caminhadas e campanhas... porque elas só estão revelando o tamanho de nossa contradição e confirmação de nossa hipocrisia.


Pe. José Lenilson de Morais

MISSA EM AÇÃO DE GRAÇAS PELO ANIVERSÁRIO DE PADRE MARCONDES


Chegado recentemente à Paróquia de Sant'Ana e São Joaquim, o Padre Marcondes tem cativado de maneira significativa os paroquianos. Ao lado dos padres Lenilson (pároco) e Rogério (vigário paroquial), o sacerdote tem desempenhado sua missão de forma eficiente e eficaz.


Na manhã desta terça-feira, 18, uma missa em ação de graças foi celebrada em homenagem ao aniversário natalício do Padre Marcondes. A celebração aconteceu no Abrigo Anísia Pessoa, momento em que o jovem sacerdote recebeu o carinho da população mipibuense.

PASTORAL DA JUVENTUDE RURAL



Na série PASTORAIS desta semana, conheça um pouco da Pastoral da Juventude Rural da Paróquia de Sant'Ana e São Joaquim. Um material muito bacana produzido pela PASCOM paroquial, que visa mostrar a realidade da igreja, buscando o engajamento pastoral de mais paroquianos.

11 ANOS DE ORDENAÇÃO SACERDOTAL


A Paróquia de Sant'Ana e São Joaquim rende graças a Deus, por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, pela vocação ao sacerdócio do nosso querido e amado Pároco, Pe. José Lenilson.
12 anos nessa linda missão!

DIA DE NOSSA SENHORA APARECIDA

 

Nossa Senhora Aparecida

A virgem Santa, mãe de Jesus Cristo, apareceu em diversas localidades ao redor do mundo em momentos importantes da história. Graças à misericórdia de Deus, Maria apareceu no Brasil na forma de uma imagem negra, na época em que a escravidão no país estava em alta.

Maria foi proclamada Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Rainha do Brasil, em 16 de julho de 1930 pelo papa Pio XI. O Brasil rende-se ao amor incondicional da “Mãe negra” no dia 12 de outubro, data que marcou, em 1980, a proclamação de feriado e consagração do Santuário Nacional de Aparecida pelo Papa João Paulo II.

História

A aparição da imagem ocorreu em 1717, época das Capitanias Hereditárias. O governante das capitanias de São Paulo e Minas de Ouro estava de passagem pelo Vale do Paraíba, mais precisamente por Guaratinguetá. Animados com a visita, o povo daquela localidade resolveu fazer uma festa de boas-vindas e para isso chamaram três pescadores, Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso para lançar as redes no rio e pescar bons peixes.

O fato era que, naquela época, meados de Outubro, não era tempo de peixes. Porém, como não podiam contradizer o pedido, rezaram pela proteção e benção da Virgem Maria e de Deus para que pudessem voltar à terra firme com fartura. Depois de inúmeras tentativas sem sucesso, eis que surpreendentemente eles pescaram o corpo de uma imagem. Curiosos, lançaram novamente as redes e “pescaram” uma cabeça que se encaixou perfeitamente ao corpo. Depois deste encontro, que nos dias de hoje é representado em todo o Brasil no dia 12 de outubro emocionando os fieis, o barco se encheu tanto de peixes que ele quase virou!

A partir daí, a devoção da Santa foi se espalhando. Primeiro nas casas, depois se construiu uma capela, depois uma basílica, até chegar ao quarto maior santuário do mundo, o Santuário Nacional de Aparecida localizado na cidade de Aparecida, interior do Estado de São Paulo.

Muitos outros milagres aconteceram. Vejamos alguns deles:

Milagre das Velas

Milagre das Velas Segundo relata a história de Fé, em um dos momentos de devoção dos primeiros devotos de Nossa Senhora Aparecida, as velas que iluminavam o local repentinamente se apagaram. As pessoas ficaram atônitas com o ocorrido e começaram a entrar em pânico. Mas passado pouco tempo, as velas milagrosamente acenderam-se novamente ao bater do vento.
 

A libertação do escravo Zacarias

A libertação do escravo Zacarias Como se sabe, o encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida aconteceu em um momento triste da história do Brasil: a escravidão. O povo negro sofria nas mãos dos donos das terras. A “Mãe negra” veio para dar uma lição de vida e amor ao próximo.

Foi o que aconteceu com o escravo Zacarias, que havia fugido de uma fazenda do Paraná e era caçado por todos os cantos, até ser encontrado no Vale do Paraíba.

Preso, Zacarias acorrentado nos pulsos e nos pés. O caminho de volta passava próximo à capela que havia sido construída para a imagem de Nossa Senhora Aparecida.
Então, o escravo pediu permissão ao seu caçador para rezar diante da imagem.

Incrédulo, o caçador deixou. A fé de Zacarias foi tamanha que milagrosamente as correntes se romperam, deixando-o livre. Diante do milagre, o caçador acabou por libertá-lo.
 

O cavaleiro ateu

O cavaleiro ateu Desde que a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada, e ao longo da história, muitos espaços foram construídos para que a devoção à “Mãe negra” pudesse acontecer. Esses locais sempre recebiam grande número de pessoas que colocavam nas mãos da Mãe de Deus a vida. Mas também era destino de muitos incrédulos.

Esse milagre aconteceu com um deles. Passando por Aparecida e vendo a fé dos romeiros, zombou e tentou entrar na Igreja a cavalo para destruir o local e alcançar a imagem. Porém, o que esse cavaleiro não esperava era que as patas do animal ficassem presas em uma pedra. A partir daí, o homem passou a acreditar.

A pedra em que o cavalo ficou preso pode ser vista na Sala dos Milagres no Santuário Nacional de Aparecida.
 

A cura da menina cega

A cura da menina cega Visitar o Santuário Nacional de Aparecida é uma viagem emocionante, principalmente quando se entra na Sala dos Milagres, onde milhões de histórias de graças alcançadas se concentram.

O simples fato de olhar a Basílica, a primeira grande igreja erguida em Aparecida em devoção a Nossa Senhora Aparecida, também é motivo de milagre e foi o que aconteceu a uma menina cega que passava em frente à Basílica com sua mãe. Ao se aproximar, a garota disse “Mãe, como aquela Igreja é bonita”, e o milagre havia acontecido.
 

Menino no rio

A cura da menina cega Um rio que pode trazer a salvação por meio do encontro de uma imagem, também pode trazer o risco da morte. Foi o que aconteceu na história de mais um milagre de Nossa Senhora Aparecida.

Um dia, pai e filho foram pescar. A correnteza estava muito forte, o que faz com que o filho, que não sabia nadar, caísse no rio e fosse levado cada vez mais rápido.

O desespero do pai levou-o a rezar a Nossa Senhora Aparecida. E mais uma vez a “Mãe negra” ouviu: o corpo do garoto, de repente, parou de ser levado, mesmo com a correnteza ainda forte, até que o pai pudesse chegar perto e salvar o filho.
 

O caçador

O caçador Voltando de um dia negativo de caça, um caçador viu-se em uma situação perigosa: deparou-se com uma enorme onça. Sem munição, porque havia usado tudo em suas tentativas frustrantes ao longo do dia, o homem ajoelhou-se, rezou e foi atendido: a onça, que antes parecia ter um alvo certeiro, desviou-se e foi embora.
 

Oração a Nossa Senhora Aparecida

Ó incomparável mãe Nossa Senhora da Conceição Aparecida,
Mãe de Deus, Rainha dos Anjos, Advogada dos pecadores,
Refúgio e consolação dos aflitos e atribulados...
Nossa Senhora Aparecida,
cheia de poder e de bondade,
lançai sobre nós um olhar favorável,
para que sejamos socorridos por Vós,
em todas as necessidades em que nos acharmos.

E de modo particular hoje, nesta novena, faço meu pedido
(diga agora sua intenção)

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil
Livrai-nos de tudo o que possa ofender-Vos
e ao Vosso Santíssimo Filho Jesus.
Nossa Senhora Aparecida, preservai-nos de todos os perigos da alma e do corpo,
Dirigi-nos em todos os assuntos espirituais e temporais,
Livrai-nos da tentação do demônio,
Para que, trilhando o caminho da virtude,
Possamos um dia ver-Vos e amar-Vos
na eterna glória.

Nossa Senhora Aparecida rogai por nós.
Nossa Senhora Aparecida intercedei por nós.
Nossa Senhora Aparecida fazei-nos dignos das promessas do Teu Filho.
Amém.

Consagração a Nossa Senhora Aparecida

Ó Maria Santíssima, que em vossa querida imagem de Aparecida espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil, eu, cheio (a) do desejo de participar dos benefícios de vossa misericórdia, prostrado (a) a vossos pés consagro-vos meu entendimento, para que sempre pense no amor que mereceis.

Consagro-vos minha língua, para que sempre vos louve e propague vossa devoção. Consagro-vos meu coração, para que, depois de Deus, vos ame sobre todas as coisas.

Recebei-me, ó Rainha incomparável, no ditoso número de vossos filhos e filhas.

Acolhei-me debaixo de vossa proteção. Socorrei-me em todas as minhas necessidades espirituais e temporais e, sobretudo, na hora de minha morte. Abençoai-me, ó Mãe Celestial, e com vossa poderosa intercessão fortalecei-me em minha fraqueza, a fim de que, servindo-vos fielmente nesta vida, possa louvar-vos, amar-vos e dar-vos graças no céu, por toda a eternidade. Assim seja!
 

CONVITE: FESTA DA MÃE RAINHA E VENCEDORA TRÊS VEZES ADMIRÁVEL DE SCHOENSTATT


A comunidade do KM 38 convida a população para participar da festa da Padroeira Mãe Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt, que terá início no próximo sábado, 15 de outubro, com celebrações na Capela do Século.


Clique na imagem acima para ampliar e conferir a programação completa.

CALENDÁRIO MISSIONÁRIO PASTORAL




Já está disponível o Calendário Missionário Pastoral da Paróquia de Sant'Ana e São Joaquim. Para visualizar melhor, basta clicar nas imagens para ampliá-las. Caso necessite da versão para impressão, solicite-a através do nosso e-mail e/ou redes sociais.

CASAMENTOS COMUNITÁRIOS DO LUAR DAS COLINAS


A comunidade do Luar das Colinas, em São José de Mipibu, deu início na última sexta-feira, 07 de outubro, à festa de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira da referida comunidade. A abertura da festa foi presidida pelo Padre Edilson Nobre, Coordenador Arquidiocesano do Setor de Comunicação.


No sábado, 08 de outubro, o Padre José Lenilson celebrou os casamentos comunitários, dentro da Festa de Nossa Senhora Aparecida. Um momento de bênçãos para 10 casais da comunidade, que receberam este importante sacramento.

Fotos: Miguel Arcanjo

PADRE JOSÉ LENILSON REALIZA ENCONTRO COM COORDENAÇÕES PAROQUIAIS


No último sábado, 08 de outubro, a Paróquia de Sant'Ana e São Joaquim realizou um encontro com as lideranças das comunidades, representantes de pastorais, grupos, movimentos e serviços, além de paroquianos de uma forma geral.


O momento foi conduzido pelo Padre José Lenilson, que iniciou o encontro dando boas vindas aos paroquianos e agradecendo o empenho de todos. O Pároco também apresentou o Plano Pastoral Paroquial, começando pelo timbre oficial da Paróquia, que será usado em todos os ofícios e demais documentos.


Padre Lenilson também mostrou a nova composição dos Setores Missionários, que sofreu algumas alterações dos grupos que os compõem. O sacerdote passou orientações sobre questões administrativas e pastorais, encerrando o encontro com a entrega do Calendário Missionário Pastoral.

Fotos: Ariel Fagundes

PARÓQUIA INCENTIVA OUTUBRO ROSA


Cada ano vem aumentando a adesão ao movimento mundial "Outubro Rosa", que visa chamar atenção, diretamente, para a realidade atual do câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce.

Visando a conscientização da população para este grave problema, a Paróquia de Sant'Ana e São Joaquim, através da Pastoral da Comunicação, também incentiva o Outubro Rosa. Personalizamos a mídia visual da PASCOM visando a propagação do movimento.

ENCONTRO DE TODAS AS COORDENAÇÕES PAROQUIAIS


Caros irmãos e irmãs, no próximo sábado (08/10/2016) teremos o Primeiro Encontro, após minha posse, com todas as coordenações paroquiais, a saber: Padres, Diáconos, Religiosos(as), Articuladores Paroquiais, Coordenadores dos Setores Missionários Rurais e Urbanos, de 2 a 5 representantes de cada Comunidade, Equipes Dirigentes do ECC, SEGUE-ME e EJAC, Coordenadores de Pastorais, Grupos e Movimentos do território paroquial; ainda, representante das Novas Comunidades e das Instituições vinculadas a Paróquia de Sant'Ana e São Joaquim.

Local: Matriz de Sant'Ana e São Joaquim
Horas: 8h (pontualmente)
Tema: Repasse do Plano Pastoral, Novo Calendário, Orientações pastorais e administrativas.

Desde já, somos grato pela presença.
Pe. José Lenilson
Pe. Rogério Barros
Pe. Marcondes Alexandre

MISSA DE POSSE DE PADRE LENILSON E APRESENTAÇÃO DO PADRE MARCONDES


A Paróquia de Sant'Ana e São Joaquim viveu mais um momento histórico, na noite desta sexta-feira, 30 de setembro, quando tomou posse como novo Pároco, o Padre José Lenilson.

A celebração foi presidida por Dom Jaime Vieira Rocha, Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Natal. O momento também serviu para os paroquianos conhecerem o novo Vigário Paroquial, Padre Marcondes, que caminhará em comunhão com Padre Lenilson e o também Vigário Paroquial, Padre Rogério Barros.


Paroquianos de todos os setores missionários se fizeram presentes na Igreja Matriz, que mais uma vez recebeu lotação máxima. Com a posse do Padre José Lenilson, a Igreja dá continuidade ao estado permanente de missão, indo ao encontro dos irmãos.

DISCURSO DE POSSE DO PADRE LENILSON


Excelentíssimo e Reverendíssimo Dom Jaime Vieira Rocha, ao Sr. minha comunhão e obediência filial, bem como a afetuosa gratidão de toda a Paróquia de Sant’Ana e São Joaquim.
Saudação fraterna, grata e respeitosa ao Pe. Edilson Nobre (Vigário Geral), ao Pe. Severino dos Ramos (Vigário Espiscopal da RegiãoSul), ao Pe. José Pereira Neto (Coordenador do XIII Zonal) e todos os meus irmãos padres e diáconos aqui presentes; de um modo muito especial, saudação de unidade, esperança e paz a meus irmãos mais próximos na missão que ora assumo: Pe. Rogério Barros e Pe. Marcondes Alexandre. E ainda, ao irmão e amigo Pe. Ajosenildo Nunes. Nele meu abraço aos estimados colegas de turma.
Permitam-me saudar ainda aos queridos religiosos e religiosas que atuam em nossa Paróquia: Filhos de Sant’Ana, Religiosas do Sagrado Coração e Irmãs da Divina Providencia; e também as Novas Comunidades de vida e aliança: Shalon, Boa Nova e Magnificat.Às nossas amadas famílias e amigos que vieram de muitas cidades, bem como as pessoas que representam e servem o Povo de Deus nas instituições públicas do nosso e de outros Municípios, nosso agradecimento pela presença e consideração.
Amados irmãos e irmãs,
Ressoa em meus ouvidos e coração a Palavra de Deus da Primeira Carta de São Pedro (5, 1-11) proclamada na liturgia desta Celebração: “Sede pastores do rebanho de Deus, confiado a vós; cuidai dele, não por coação, mas de coração generoso; não por torpe ganância, mas livremente; não como dominadores daqueles que vos foram confiados, mas antes, como modelos do rebanho”. Hoje tenho consciência da grave missão que me é confiada. Governar é tarefa difícil para quem não viveu, desesperadamente, correndo para fazer “carreira eclesiástica”. Servi quase a totalidade destes meus 11 anos de sacerdócio como simples vigário paroquial e nestes últimos quatro anos cooperei de coração sincero com o estimado e honrado Pe. Matias Soares. Foi ele, em primeiro lugar, que vendo nosso trabalho e consultando os Conselhos da Paróquia, viu que seria justo e natural que eu pudesse lhe suceder nesta missão.
Assumo hoje a guia pastoral desta amada paróquia “não como dominador,não por torpe ganância, mas livremente”. Contudo, hoje mais maduro que outrora, tenho consciência que o pior tipo de governo é aquele feito para agradar pessoas ou grupos. Quem pastoreia uma porção do Povo de Deus precisa ver o bem da coletividade sem esquecer a pessoa em particular quando esta está aberta a receber o remédio – por vezes amargo – da misericórdia de Deus. Quero deixar bem claro desde o início: que ninguém confunda paciência e simplicidade com imbecilidade!
Por seis anos – com o favor de Deus – estarei Pároco de toda a região deste Município e de todos os grupos, pastorais, movimentos e serviços que usem o nome de católico; dos que quiserem e dos que não quiserem também. Mas o farei sempre começando pelo diálogo sem emissários, sem dar ouvidos às “fofocas paroquianas” de uns ou de outros, pois tenho muito cuidado com os aplausos e elogios fáceis uma vez que já se repetiu aqui nestas terras a frase existencialista dos filósofos: “a boca que me louva é a mesma que me cospe, as mãos que me aplaudem são as mesmas que me apedrejam”.
“Revesti-vos todos de humildade no relacionamento mútuo, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes.  A nossa missão aqui em solo mipibuense será de continuidade. Não estou fundando nem irei encerrar as atividades da Paróquia de Sant’Ana e São Joaquim. É preciso respeitar a história, a memória e as conquistas de meus predecessores. Devemos reconhecer publicamente que nos últimos 6 anos a paróquia bebeu avidamente das fontes do Concílio Vaticano II, do documento de Aparecida e das constantes “provocações” do Papa Francisco. Não podemos, não queremos e não iremos recuar em nenhuma conquista, a saber: a paróquia presente nas periferias através dos seus 13 setores missionários; a paróquia em estado permanente de missão; a paróquia de portas abertas com horário diário para celebrações, confissões e atendimento aos fiéis; a paróquia preocupada com a defesa da dignidade do ser humano; a paróquia que denuncia, opina e sugere nas questões sociais e políticas do Município. Ressalto ainda que a casa paroquial também está de portas abertas para os bons paroquianos, ou seja, aqueles que amam a Igreja e lutam por ela. Ela continuará fechada para os “inimigos da igreja”, que às vezes estão dentro dela mesma e são os mais perigosos. Nossa casa é local para os padres rezarem, estudarem, prepararem as homílias e formações, para seu justo e merecido descanso e para a sadia convivência com as pessoas de bem, independente de seu status social.
Lançai sobre ele toda a vossa preocupação, pois é ele quem cuida de vós. Sede sóbrios e vigilantes”.Assumo esta Paróquia sem grandes preocupações, pois sei que Deus cuida de nós e também porque nossos Conselhos estão em pleno e efetivo funcionamento: O Conselho Missionário Pastoral Paroquial (CMPP) e o Conselho para Assuntos Econômicos e Administrativos (CAEP). Não tomarei nenhuma decisão relevante sem antes consultar os Conselhos conforme suas competências. Além disso, continuaremos uma COMUNIDADE de três sacerdotes. Ao meu bom irmão Pe. Rogério Barros – filho desta Terra e vigário mais antigo – compete por direito responder pela paróquia em minha ausência. Ao Pe. Marcondes Alexandre – sacerdote nas primícias e entusiasmo do Ministério – nossas mais sinceras boas vindas e convite a trabalharmos sempre em “comunhão e missão”. Podemos ser todos muito felizes na diferença se renunciarmos a projetos de “vaidades pessoais” para trabalharmos pelo projeto comum da Paróquia de Sant’Ana e São Joaquim. Tal projeto é seu Plano Missionário Pastoral – aprovado em assembléia em fevereiro deste ano – em plena sintonia com o Marco Referencial da Arquidiocese para o Quadriênio 2016-2019.

Nesta linha, convido vivamente as Comunidades Religiosas, as Novas Comunidades com casas na Paróquia, os grupos, pastorais, movimentos e serviços e todos os membros do Povo de Deus a nos irmanarmos como num só Corpo bem unido pelo bem da Igreja que é a justiça, a paz e salvação da família, do planeta – “casa comum” –  e da sociedade.
Permitam-me agora dirigir ainda uma palavra a algumas categorias de pessoas e instituições:
- Ao Abrigo Anízia Pessoa: O Abrigo Anízia pessoa é a maior obra de misericórdia de nossa Paróquia. Lá se pratica permanentemente pelo menos oito obras de misericórdia entre corporais e espirituais. Continuemos a amá-lo e a apoiá-lo. Gratidão imensa a Congregação da Irmãs da Divina Providência.
Ao Instituto Pio XII: Peço ao pais cristãos e católicos que no próximo ano matriculem seus filhos nesta grande obra educativa – sonho do Mons. Antônio Barros. Mas peço também a Direção e ao Corpo Docente que não foquem nas coisas negativas. Lembremos a “gloriosa história”, mas avancemos com esperança para o futuro. Para tudo há solução quando nos abrimos ao novo sem rejeitar os valores perenes. Vivamos o hoje..., este é nosso tempo, estes são nossos desafios. NÃO às lamentações e lamúrias de derrotados! Mas, SIM à conclusão heróica, se preciso for!
Aos Grupos e Movimentos antigos: Quero agradecer por terem sido protagonistas da história desta Paróquia nos seus 254 anos. Porém, vocês reclamam que faltam novos membros. Não será porque ainda não se abriram plenamente à missão? Entrem nos Setores Missionários, assumam as missões, estejam em plena comunhão com o Plano Pastoral e não lhes faltarão novas e entusiasmadas “vocações”.
Ao ECC, SEGUE-ME e EJAC – A maior parte do “sangue novo” para a vida pastoral da Paróquia vem destes Serviços. Quero os reconhecer, apoiar e incentivar mais ainda. Mas peço também que não façamos destes serviços uma espécie de “clubes fechados”. Abramo-nos ao que a Igreja nos pede hoje, sobretudo, à missão e à inserção na vida pastoral paroquial, que é a finalidade para as quais foram criados no sopro sempre renovador do Espírito Santo.
Aos Jovens – Repito e faço minhas as palavras de meu antecessor, Pe. Matias Soares: “invadam esta paróquia!”. Mas peço, rezem e rezem muito. Escutem nosso Senhor Jesus Cristo no silêncio diante do Santíssimo Sacramento e também na oração pessoal com a Palavra de Deus em suas casas e grupos. É que se agente não reza, a emoção e o entusiasmo do momento passam e, logo nos esquecemos do Primeiro Amor.
Aos Idosos – Vocês tem um lugar muito especial no meu coração. Vocês não são “peça descartada”. Muito pelo contrário, se não fossem vocês, nós não estaríamos aqui. Vocês são a base sólida da sociedade. Quero convidá-los a se sentirem também protagonistas da missão a seu modo e com suas forças limitadas pelo peso da idade e pelos sacrifícios em prol de suas famílias.
Aos Políticos e aos que assumem funções de serviço público – Vocês exercem uma “liturgia”, um serviço para o bem comum. Não maltratem, não humilhem, não persigam o nosso povo já tão sofrido. Sirvo-me da substanciosa Mensagem de nosso Arcebispo Dom Jaime por ocasião das Eleições: “O bom político é ético e corajoso, por ter senso de justiça, ser coerente entre o discurso e a prática; é honesto, transparente e verdadeiro antes, durante e depois da campanha política; é defensor da vida e da dignidade da pessoa humana em todas as suas manifestações, desde a concepção até a morte natural; é humano e popular sem ser populista. Promove a justiça social (...), tem sensibilidade ecológica. O bom político é administrador. Sabe delegar e descentralizar. Sabe escolher seus colaboradores diretos a partir da competência profissional determinando, com clareza, o que cabe a cada um realizar e cobrando resultados...”. Acrescento apenas que o bom político acata os anseios de sua paróquia e, se é católico, honra publicamente este nome. Não tem duas práticas: um discurso pela Igreja quando lhe convém e uma prática contra a Igreja, concretamente contra os anseios do povo de sua Paróquia. Agir assim não significa que é subserviente à religião, muito pelo contrário, isto significa capacidade de diálogo e de encontrar soluções. Nem a Igreja precisa ser submissa ao Estado nem o Estado ser inimigo da religião. Isto é democracia; isto é ser laico, não laicista.
Bem aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia”(Mt 5,7). Esta será a grande e principal motivação de nosso paroquiato. Tendo plena consciência, como diz o Apóstolo Paulo, que  (2 Cor 4, 7-8), só podemos acolher e propagar a misericórdia do Senhor. Não tenhamos medo da misericórdia! Ela não é contrária à justiça. Antes, a justiça social, a justiça pastoral, e inclusive a equilibrada justiça punitiva já é o começo da misericórdia. A misericórdia, porém, ultrapassa incalculavelmente a justiça, pois o amor de Deus por nós é livre, gratuito e ilimitado.
Finalmente, não foi por acaso que escolhemos o dia da Bíblia e de São Jerônimo para iniciarmos esta nova fase de nossa caminhada pastoral. Próximo ano estaremos celebrando os 255 anos de fundação desta Paróquia de Sant’Ana e São Joaquim. Anuncio que, de 22 de fevereiro de 2017 a 22 de fevereiro de 2018 celebraremos em todo o território paroquial, o I ANO BÍBLICO MISSIONÁRIO PAROQUIAL. Confiando ao Sagrado Coração de Jesus, à Maria Santíssima, Mãe da Divina Providência e aos Bem aventurados Mártires de Cunhaú e Uruaçu este tempo de graça e salvação, agradeço a todos pela presença, apoio e amizade sincera. Deus nos favoreça! Amém.
Pe. José Lenilson de Morais - Pároco
São José de Mipibu/RN, 30 de setembro de 2016