Hoje aconteceu a primeira
formação para catequistas do ano de 2015, no Instituto Pio XII. O encontro
iniciou às 8h com um café da manhã compartilhado, seguido de um momento de
fraternidade com músicas e uma dinâmica para integração entre os catequistas. A
Formação que teve como tema "Catequese e Missão", contou com uma
palestra de Marleno da Comunidade Magnificat e encerrou com uma partilha sobre
os principais objetivos a serem alcançados pela Pastoral da Catequese neste
novo ano que se inicia. Lembramos ainda que as inscrições para turmas de Crisma
e Primeira Eucaristia estão abertas na Secretaria Paroquial.
HORÁRIO DE MISSAS DA QUARTA FEIRA DE CINZAS
"Prezados amigos e paroquianos, os horários de missas da Quarta Feira de Cinzas os seguintes: Matriz (07:00h e 19:00h); Arenã (09:00h); Pau Brasil (16:00h); Laranjeira dos Cosmes (16:00h) e Bairro Novo (17:00h). Nas demais comunidades orientamos que haja a Celebração da Palavra com a distribuição de Cinzas, que pode ser feita pelos(as) Religiosos(as) ou os Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística. Por favor, se organizem! Que haja uma preparação prévia da Celebração. Onde não há Ministros, peço que entrem em contato com as Religiosas ou Religiosos residentes na Paróquia. É muito importante que celebremos bem a "Introdução à Quaresma". Que este seja, realmente, tempo de Penitência e Conversão; por isso, "busquemos todos o SACRAMENTO DA CONFISSÃO" nos horários disponibilizados pela Paróquia na Matriz; nas missas das comunidades e, ainda, para os IDOSOS E ENFERMOS que não podem vir à Igreja, nos procurem que os Padres Matias e Rogério teremos alegria em poder ir ao encontro. Paz e Bem para todos!"
Via Pe. Matias Soares
ESCOLA DE COMUNICAÇÃO ABRE MATRÍCULAS PARA NOVA TURMA
As matrículas para o Curso de Comunicação para a Pastoral estarão abertas de 19 a 27 de fevereiro, na
sala do Setor de Comunicação, situada no Centro Pastoral Pio X –
subsolo da Catedral. O curso é oferecido pela Escola de Comunicação da
Arquidiocese de Natal (ECAN), em parceria com a Faculdade Dom Heitor
Sales (FAHS). No ato da matrícula, são necessárias uma cópia do
certificado de conclusão de Ensino Médio ou de Ensino Superior, uma
cópia do RG e do CPF, uma foto 3X4, além da taxa de R$ 30,00.
A formação é destinada a agentes da Pastoral da Comunicação e de outras pastorais e demais pessoas interessadas. As aulas acontecem uma vez por mês, sempre em um final de semana, de março a dezembro, no Centro Pastoral Dom Heitor Sales, da Paróquia de Nossa Senhora da Apresentação, na Cidade Alta, em Natal.
Durante o ano, os alunos terão aulas de Pastoral da Comunicação, Metodologia de Elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso, Expressão Oral e Escrita, Comunicação na Liturgia, Rádio, Jornal Impresso, Técnicas da Informação e da Comunicação e Convergência Digital, Produção de Vídeo, Comunicação Pessoal e Grupal, Fotografia, Marketing e Assessoria de Comunicação. As aulas são ministradas por professores especializados na área. No final do Curso, cada aluno deve produzir um projeto, no campo da comunicação, para executar na paróquia onde atua.
Esta será a quarta turma que participa do Curso da ECAN. “O primeiro curso foi oferecido em 2012. Cada ano, iniciamos a turma com 40 alunos. O objetivo é contribuir na formação desses agentes para que possam evangelizar, em suas paróquias, utilizando mais e melhor as variadas formas de comunicação”, diz Cacilda Medeiros, da equipe arquidiocesana da Pastoral da Comunicação.
A formação é destinada a agentes da Pastoral da Comunicação e de outras pastorais e demais pessoas interessadas. As aulas acontecem uma vez por mês, sempre em um final de semana, de março a dezembro, no Centro Pastoral Dom Heitor Sales, da Paróquia de Nossa Senhora da Apresentação, na Cidade Alta, em Natal.
Durante o ano, os alunos terão aulas de Pastoral da Comunicação, Metodologia de Elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso, Expressão Oral e Escrita, Comunicação na Liturgia, Rádio, Jornal Impresso, Técnicas da Informação e da Comunicação e Convergência Digital, Produção de Vídeo, Comunicação Pessoal e Grupal, Fotografia, Marketing e Assessoria de Comunicação. As aulas são ministradas por professores especializados na área. No final do Curso, cada aluno deve produzir um projeto, no campo da comunicação, para executar na paróquia onde atua.
Esta será a quarta turma que participa do Curso da ECAN. “O primeiro curso foi oferecido em 2012. Cada ano, iniciamos a turma com 40 alunos. O objetivo é contribuir na formação desses agentes para que possam evangelizar, em suas paróquias, utilizando mais e melhor as variadas formas de comunicação”, diz Cacilda Medeiros, da equipe arquidiocesana da Pastoral da Comunicação.
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| Alunos do Curso de Comunicação para a Pastoral - turma 2014 |
Crédito: Cacilda Medeiros
ENCONTRO DO XIII ZONAL
Aconteceu hoje, 06, no Centro Social e Pastoral em São José de Mipibu, o encontro do XIII Zonal, com o tema da Campanha da Fraternidade 2015. Houve uma palestra sobre a CF 2015 com Tafnes Nobrega, Secretária das Campanhas da Arquidiocese; reuniões foram realizadas para trabalhar a temática da CF 2015 nas paróquias e áreas pastorais do XIII. Na ocasião também, foi escolhido o Pe. Luiz Paulo como novo coordenador do XIII Zonal.
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| Oração inicial |
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| Animação e dinâmicas |
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| Tafnes Nobrega, Secretária das Campanhas da Arquidiocese |
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| Pe. Luiz Paulo, novo Coordenador do XIII Zonal |
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| Padres que compareceram ao encontro do XIII Zonal |
FESTA DE SÃO SEBASTIÃO EM LARANJEIRAS DOS COSMES 2015
Ocorreu em Laranjeiras dos Cosmes a Festa de São Sebastião, de 17/01 a 20/01. Confira algumas fotos abaixo e veja mais no link.
A programação social da festa também contou com jogos de 12/01 a 20/01 com futsal, voleibol, handebol, atletismo e peso.
PE. LENILSON MORAIS VIVERÁ EXPERIÊNCIA DE VIDA MONÁSTICA
"O
padre Lenilson Morais, vigário paroquial da Paróquia de Santana e São Joaquim,
de São José de Mipibu, vai seguir no próximo dia 01 de fevereiro, para o
Mosteiro da Ressurreição, na cidade de Ponta Grossa (PR), onde viverá uma
experiência de vida monástica, durante dois anos. Nesta edição do jornal A
Ordem, trazemos uma entrevista com o sacerdote, que explica o motivo da opção
pela experiência e também o que espera desta nova vivência.
A Ordem: O
que o levou a optar pela experiência da vida monástica?
Pe. Lenilson: O
desejo da vida monástica não é algo novo. Sou de Passagem, uma cidade muito
pacata do nosso estado, e nasci literalmente em contato com a natureza numa
casa de fazenda por mãos de uma parteira. Já na minha entrada no Seminário de
São Pedro, em 1994, comecei a ter curiosidade pela vida religiosa,
especialmente pelas famílias contemplativas. Creio até que, se houvesse
conhecido congregações anteriormente, tivesse feito o ingresso em uma delas,
mas, sendo “tudo providência de Deus”, vim, graças ao testemunho e pregações do
Pe. Xavier, para o amado Seminário Arquidiocesano, ao qual sou profundamente
grato pela formação recebida. Quando Dom Heitor era nosso Arcebispo tive uma
conversa com ele sobre este desejo. Com sua sabedoria, ele me aconselhou a
terminar a teologia. Fui, então, enviado com outros colegas ao Colégio
Internacional Maria Mater Ecclesiae, em Roma, onde pude completar o percurso da
formação acadêmica. Voltei em 2005 para a Arquidiocese onde recebi a dom da
Ordenação Presbiteral das mãos de Dom Matias. Assumi várias funções no
seminário e em paróquias, mas sempre continuava a sentir o anseio da vida
contemplativa. Tendo sido acompanhado pela Irmã Elisete, fiz um discernimento
mais “pé no chão”, menos idealista, chegando no início deste ano, depois de
visitar vários mosteiros, a tomar coragem para conversar com nosso dileto
Arcebispo Dom Jaime, que, prontamente, entendeu, aceitou e abençoou este
propósito.
A Ordem: Qual
será o mosteiro no qual o senhor vai ingressar, e a partir de quando?
Pe. Lenilson: Como
disse, visitei vários mosteiros do Nordeste e do Sul do País. Cada mosteiro tem
suas peculiaridades. Não há dois mosteiros iguais, ainda que sejam da mesma
família. Queria um mosteiro que unisse oração, trabalho manual, estudo e vida
comunitária; estas dimensões fincadas na tradição monástica, mas abertas ao
novo do Concílio Vaticano II. Confesso que encontrei tudo isto, com grande
equilíbrio, no Mosteiro da Ressurreição, que fica na cidade de Ponta
Grossa/Paraná. O site da Abadia (http://abadiadaressurreicao.org) mostra um
pouco desta harmonia. Serei acolhido lá no dia 01 de fevereiro próximo.
A Ordem: O
que se pode resumir do conceito de ter essa opção de vida?
Pe. Lenilson: Um
monge americano, bem conhecido nos anos 70 e 80, Thomás Merton, escrevera numa
de suas principais obras, intitulada em português “A vida silenciosa”, que
explicar a vida monástica é, em essência, uma contradição porque o monge não
precisar justificar sua opção, se esta é autenticamente uma escolha para “ser
discípulo na escola do Senhor”. Diria, então, que os conceitos aqui não se
encaixam. O que sei é que sinto há muitos anos o desejo de “viver só a Deus
buscando”. E isto não é porque seja mais santo, não o sou mesmo! Na verdade, o
principal “voto” do monge é a “conversatio morum”, a conversão dos costumes.
A Ordem: O
que o senhor deseja ter como principal experiência?
Pe. Lenilson: Esta
questão é muito boa, pois trata-se de uma “experiência”. Continuo sendo padre e
o serei até a morte, pela graça de Deus. Toda experiência boa só nos enriquece!
Tenho a permissão de nosso Arcebispo Dom Jaime para ficar um ano no Mosteiro,
onde serei acompanhado pelos “anciãos” da Abadia. Depois de um ano, no máximo
dois, poderei optar por fazer o caminho beneditino, ingressando no noviciado ou
retornar à Arquidiocese. O principal de tudo isto é que poderei superar uma
dúvida que me acompanha a anos. Se Deus me confirmar neste caminho, certamente
permanecerei lá muito feliz, e, se Deus me chamar ao retorno nas “linhas de
frente”, regressarei muito agradecido e em paz, pois sempre me senti amado por
minha família, pela Igreja e pelas comunidades por onde passei.
A Ordem:
Muitos jovens desejam também abraçar essa vocação. Qual o conselho que o senhor
lhes daria nesse momento?
Pe. Lenilson: De
fato, conheço muitos jovens que desejam ingressar na vida monástica, mas,
infelizmente, temos ainda muita carência de mosteiros no nosso Nordeste. Ir a
outras terras nem sempre é fácil por motivos econômicos, por laços familiares
ou mesmo por preconceito, pois as pessoas, verdadeiramente, não entendem o que
é a vida dentro de um mosteiro sério; muitos pensam que um mosteiro é como uma
prisão dos tempos medievais, onde cada monge vive trancado numa sela da
masmorra. Quando ouço as pessoas me questionarem “o que você vai fazer trancado
num mosteiro, podendo ficar aqui fora ajudando as pessoas?”, não repondo, tenho
vontade de rir, mas me lembro de uma expressão do Papa Francisco: “A igreja é
como um hospital de campo”. Numa guerra há aqueles que vão ao “front” para
lutar – estes são os missionários; numa guerra há também os que não aparecem
muito, os enfermeiros, os auxiliares que cuidam dos feridos, que os confortam,
que escrevem as cartas, há também os mensageiros – estes são os contemplativos.
Dia e noite intercedem ao coração de Deus pela humanidade, mas também estão à
disposição das pessoas que vão a estes “hospitais da fé” para “serem ouvidas” –
algo, por vezes, negligenciado nas paróquias, devido ao ativismo – quer no
sacramento da confissão, quer no aconselhamento espiritual. No final,
percebemos que o sucesso da batalha só é possível com a cooperação de todos. Se
um jovem sente este desejo, não há como explicar e também não há segredos. Crie
coragem, ponha sua mochila nas costas, guarde o smartphone e vá passar uns dias
no mosteiro. A experiência é a melhor explicação!"
Entrevista retirada do jornal A Ordem.
LIBERDADES
O Mundo ficou perplexo com os últimos
acontecimentos na França, por causa do ataque ao jornal (Le Charlie) e
assassinato de jornalistas, cometido por fanáticos adeptos da religião
islâmica. Desde já, é importante enfatizar que eles não representam todo o
Islã. A motivação principal para os ataques foram os desenhos que, segundo a
interpretação dos extremistas, desrespeitavam a figura do profeta Maomé.
No Ocidente, o tema da Liberdade é
basilar para a compreensão da vida social e política. Sem a clareza do que ela
significa, não se tem base para que sejam pensados os conceitos de justiça,
igualdade, respeito, solidariedade e, o mais importante, o sentido da
Democracia. Se não existe Liberdade, não existe esta forma de poder. As
culturas, grega e hebraica, através da filosofia e da fé, embasaram o que na
modernidade foi estruturado sobre o significado da Liberdade. A Revolução Francesa
é o marco histórico e referência epistemológica para que compreendamos o seu conceito
e como este é usado até os nossos dias. Contudo, as mudanças de época, que
geraram esta época de mudanças que estamos vivendo, nos trouxeram perplexidades
acerca do valor da Liberdade. Ela é um produto almejado globalmente. Todos
querem tê-la e vivê-la. Os Meios de Comunicação, que agora com as Redes
Sociais, democratizaram, mesmo que ainda com suas limitações, a possibilidade
de manifestação da subjetividade, possibilitaram a sua conquista, mas também
afloraram os desafios que a acompanham. A Grande Mídia, é sujeito deste novo
tempo, mas também passou a ser objeto.
Atualmente, o fenômeno da abrangência
e importância do sagrado, e aqui pensemos todas as formas de religião, passa a
ter um sentido não só individual e particular, mas, tanto quanto, público e
mundial. O atentado às Torres Gêmeas é um símbolo desta verdade. Do mesmo modo
que existe a liberdade de expressão, há também a liberdade religiosa. Uma não
pode anular a outra; nem muito menos violentarem-se mutuamente. São Direitos
Fundamentais, inclusive reconhecidos pela Declaração Universal dos Direitos
Humanos de 1948. Quando ainda estava estudando em Roma, nalgumas viagens que
fiz ao Norte da Itália e à Inglaterra, observei que já naquele tempo, pelos
idos de 2000, existia uma massiva presença de muçulmanos, naquelas paragens.
Como já é de conhecimento comum, na França também. Já hoje, e num futuro não
tão distante, os países europeus terão um grandíssimo problema para lidar com
esta situação religiosa e política. O laicismo europeu é vazio. Eles mataram
deus, e o confundiram com uma religião. Renegaram suas raízes e agora estão
como árvore velha, tendo o tempo como seu pior inimigo.
Sem dúvida, as atrocidades
terroristas são horrendas e abomináveis. Todos nós as condenamos; e não
podemos, em hipótese alguma, alegar qualquer possibilidade de justificativa.
Todavia, estes últimos acontecimentos dos Estados Unidos, Europa e, porque não
dizer, os daqui do outro lado do Mundo, no tocante ao desrespeito à liberdade
religiosa e a tudo que representa sua expressão, também precisam ser analisados
e racionalizados. Atenção! A Liberdade não pode perder a Razão. Elas têm que
estar casadas e bem integradas. Uma das características da Posmodernidade é a perda do uso desta racionalidade. Ela
acontece no encontro com o Outro. A cultura, a história, os valores e a vida
dos Seres Humanos não podem ser violentados, nem com armas, nem com palavras.
Umas ofendem ao corpo; as outras denigrem a alma. Temos que pensar muito bem
sobre o sentido da Liberdade.
Por fim, que seja mais uma vez
enfatizado como abominável e desprezível, qualquer sentimento e prática
religiosa que sejam usados para ofender a dignidade dos semelhantes; e ainda,
que a liberdade de expressão não seja usada para fundamentar ofensas e
ridicularização do que é importante para aqueles que assumem a sua Condição
Transcendental e religiosa. Reflitamos sobre tudo isto e viva as Liberdades! Que
a Paz possa reinar! Assim o seja!
Pe. Matias Soares
Pároco de São José de Mipibu e Vigário
Episcopal da Arquidiocese de Natal
A AUTORIDADE E O PODER
A relação entre a autoridade e o
poder sempre foi transversal na história do pensamento político. Nunca
conseguimos falar sobre uma sem, positiva ou negativamente, fazermos referência
ao outro. Ela sempre esteve no centro da experiência comunitária no decorrer
das Eras. Talvez, porque seja a composição que mais diga dos seres humanos o
que eles são como animal político, como já o afirmara o velho Aristóteles. Cabe
afirmar que a consecução da sinfonia entre ambos é uma arte e, por isso, a
reflexão sobre a identidade política seja permanente e contínua. Infelizmente,
quem mais deseja possuir esta força, na maioria das vezes não a usa com
dignidade.
Talvez, para alguns, pareça estranho,
mas a base que postarei para esta breve e atual reflexão é um texto do
evangelista João que narra no seu evangelho (19,11) a fala de Jesus, quando Ele
afirma que Pilatos “não teria nenhuma autoridade sobre Ele se esta não lhe
fosse dada por Deus”. Vejamos que aqui autoridade se confunde com poder. O
representante do César tinha como condenar ou absolver Jesus. Numa discussão
puramente política e temporal podemos nos deixar envolver pela armadilha de que
quem tem o poder tem a autoridade. Esta tendência não é evangélica, nem muito
menos cristã. Numa teologia política da ação de Deus na história humana, quem
tem o poder deve ter autoridade e vice versa. Mas na política dos homens, nem
todo aquele que tem poder tem autoridade. Jesus no seu confronto com os
herodianos nos diz em síntese que existe uma diferença no comportamento de quem
tem o poder e quem tem a autoridade, quando diz que “devemos dar a Cesar o que
é de Cesar e a Deus o que é de Deus”. Ainda, diz que o Seu reino não deste
mundo (Jo 18,36). Santo Agostinho interpretou magistralmente esta diferença quando
escreveu a Cidade de Deus. A autoridade substancia o poder. Ela é a alma do
poder. Este sem a primeira se sustenta pela força que violenta, denigre e mata.
A autoridade gera, mobiliza e garante a vida. Na modernidade houve a perda
desta conexão. O paradigma metodológico não é mais a conversão, mas a
revolução. A história não é mais dinâmica por causa da mudança interior; e sim
pela violência exterior. A concepção de que o homem é lobo do outro homem, dinamiza
as relações de controle. O outro não é mais meu irmão. Ele é objeto
instrumental para que um outro seja fortalecido.
Os nossos contextos políticos são
fortemente marcados por esta velha política. O fim desta é o poder; não o bem
do outro. Esta concepção a torna algo sem moral. Nela, os fins justificam os
meios. Quem tem o poder corrompe e é corrompido, mata, persegue, ofende a
dignidade dos semelhantes, é perverso. Ele tem poder, mas não tem autoridade. O
pior: O povo está insensível a estas práticas e está sendo conivente com este
tipo de delinquentes, pois os confirma nos momentos de julgamento. Ainda diz: “Ele
rouba, mas faz”. Isto não pode ser autenticado pelo povo. A integração entre a
autoritas e potestas é uma urgência que pode nos dizer quando existe, deveras,
uma autêntica e sadia democracia.
Por fim, podemos dizer que Autoridade
é aquele que usa o poder para servir, com ética e consciência dos deveres junto
ao Povo. Esta promove a vida e a dignidade daqueles que são seus semelhantes.
Quando é Cristão tem que meditar as atitudes de Jesus no Lava Pés (Jo 13,14-17),
que é Modelo para todos nós. Que estejamos inquietos e atentos para que
possamos perceber quem está usando o poder, com autoridade, para praticar o bem
e a justiça. Assim o seja!
Pe. Matias Soares
Pároco de São José de Mipibu e Vigário
Episcopal da Arquidiocese de Natal
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